Como é a Liturgia da Sexta-feira Santa?

por Mariana Manzanares | Festas litúrgicas

A Sexta-feira Santa é um dia muito particular. Não se celebra o sacrifício da Santa Missa. A Igreja, seguindo uma tradição milenar, abstém-se da consagração eucarística como sinal de luto e despojamento pela morte de seu Senhor. A celebração principal chama-se “Celebração da Paixão do Senhor” e realiza-se idealmente às três da tarde, isto é, na mesma hora em que Jesus entregou o seu espírito. 

A Celebração da Paixão do Senhor consta de três partes: Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e sagrada Comunhão. Caracteriza-se por seus momentos de silêncio, pela sobriedade na ornamentação da igreja e porque os celebrantes se revestem de cor vermelha ou preta.

Neste dia a sagrada comunhão é distribuída aos fiéis unicamente dentro da celebração da Paixão do Senhor. Já aos enfermos, que não podem participar dessa celebração, pode ser levada a qualquer hora do dia.

Também é dia de jejum e abstinência obrigatórios, uma prática penitencial que busca dispor o espírito para a alegria da ressurreição.

A liturgia, com sua austeridade e silêncio, nos convida neste dia a nos despojarmos do acessório para contemplar a nudez da Cruz. Chama-nos a seguir os passos do Salvador, a morrer para nós mesmos, crucificados espiritualmente junto a Ele. Mas não é um dia de desesperança; ao contrário, contemplamos o sepulcro na expectativa da ressurreição do Senhor. Justamente, a Sexta-feira Santa é o dia em que a Igreja se reconhece nascida do lado aberto do Salvador, unida à Santíssima Virgem à espera da ressurreição.

Quer viver melhor a celebração da Sexta-feira Santa? Neste post explicamos passo a passo cada momento da Celebração da Paixão. 

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Rito de Entrada e Prostração 

A celebração começa em silêncio absoluto, que rompe com a estrutura habitual dos ritos iniciais. Não há canto de entrada nem saudação inicial. O altar apresenta-se totalmente desnudo: sem toalhas, sem cruz nem castiçais. Isso recorda Cristo totalmente despojado na cruz. O gesto mais impressionante da liturgia da Sexta-feira Santa é a prostração do padre celebrante e dos ministros. Ao chegarem ao presbitério, prostram-se no chão, enquanto a assembleia permanece de joelhos em silêncio absoluto.

Este ato de prostração é um símbolo da humilhação do homem diante da majestade de Deus e uma expressão da tristeza e da dor da Igreja. Teologicamente, representa a humanidade decaída que implora perdão e reconhece o seu nada diante do sacrifício do Redentor.

Depois deste tempo de oração silenciosa, o padre dirige-se à cadeira e pronuncia uma oração sem o habitual “Oremos”, invocando a misericórdia eterna de Deus e recordando que o mistério pascal foi instituído pelo sangue de seu Filho:

Ó Deus, pela paixão
de nosso Senhor Jesus Cristo
destruístes a morte
que o primeiro pecado transmitiu
a todo o gênero humano.

Concedei que nos tornemos
semelhantes ao vosso Filho
e, assim como trouxemos pela natureza
a imagem do homem terrestre,
possamos manter pela graça
a imagem do homem celeste.
Por Cristo,
nosso Senhor.
R/. Amém.

Liturgia da Palavra na Sexta-feira Santa

A primeira parte da celebração é dedicada à Liturgia da Palavra. A estrutura segue uma progressão profética e teológica:

Primeira Leitura: Cântico do Servo do Senhor

O quarto cântico do Servo do Senhor (Isaías 52,13 — 53,12) descreve com impressionante precisão os sofrimentos e a exaltação do Messias.

Ei-lo, o meu Servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo — tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano —, do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram.

 

Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor?

 

Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele.

 

A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura.

 

Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca.

 

Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer. Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras.

 

O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita.

 

Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores. (Is 52,13 — 53,12)

Salmo 30

O Salmo 30 prefigura a entrega final de Jesus: 

R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

 

Senhor, eu ponho em vós minha esperança;
que eu não fique envergonhado eternamente!
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel. R.

 

Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos,
e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me veem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado. R.

A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio,
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo
e do opressor! R.

 

Mostrai serena a vossa face ao vosso servo,
e salvai-me pela vossa compaixão!
Fortalecei os corações, tende coragem,
todos vós que ao Senhor vos confiais! R.

Segunda Leitura: a Carta aos Hebreus

Apresenta Jesus como o Sumo Sacerdote compassivo que aprendeu, sofrendo, o que é a obediência:

Irmãos:
Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 

 
Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.

 
Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. 

 

Palavra do Senhor.

Evangelho da Paixão do Senhor segundo São João 

O ponto culminante da Liturgia da Palavra da Sexta-feira Santa é a proclamação da Paixão segundo São João. Diferentemente do Domingo de Ramos, não se usam incenso nem velas, e omite-se a saudação ao povo. A leitura é feita muitas vezes por três diáconos ou leitores. A parte de Cristo fica reservada ao padre.

Para São João, a Cruz não é apenas o patíbulo de um condenado, mas o trono de onde o Rei dos judeus começa o seu reinado universal e atrai todos a si.

Antes do Evangelho lê-se este versículo:

Jesus Cristo se tornou obediente,
obediente até a morte
numa cruz;
pelo que o Senhor Deus o exaltou
e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.

A Oração Universal Solene

Depois da homilia, que costuma convidar à meditação silenciosa, realiza-se a Oração Universal, cuja forma atual deriva das tradições mais antigas da Igreja. O Missal Romano prescreve dez intenções que abrangem a totalidade das necessidades do mundo e da Igreja, refletindo o caráter universal da redenção.

O procedimento é solene: o diácono propõe a intenção, a assembleia reza em silêncio (muitas vezes de joelhos) e o padre conclui com uma oração coletiva.

As intenções incluem orações pela Santa Igreja, pelo Papa (para que seja protegido e governe o povo cristão sob o cajado do Sumo Pontífice), pelos bispos, presbíteros e fiéis, pelos catecúmenos (para que renasçam na fonte batismal), pela unidade dos cristãos, pelos judeus (o povo da primeira aliança), pelos que não creem em Cristo, pelos que não creem em Deus, pelos governantes (para que se alcancem a paz e a liberdade religiosa) e por todos os atribulados.

Em casos de grave necessidade pública, o ordinário diocesano pode permitir uma intenção adicional.

A Adoração da Santa Cruz

A segunda parte da ação litúrgica é a Adoração da Santa Cruz. É fundamental notar que a Sexta-feira Santa é o único dia em que a Cruz recebe o tratamento de adoração (genuflexão), reservado habitualmente ao Santíssimo Sacramento. Este gesto não se dirige ao madeiro em si, mas à pessoa do Salvador que nele esteve pregado para a salvação do mundo.

As Formas de Apresentação

Existem duas formas autorizadas de mostrar a Santa Cruz ao povo:

  • Primeira Forma: O padre ou o diácono leva uma Cruz coberta com um véu de cor roxa ou vermelha. No presbitério, o padre descobre primeiro a parte superior, depois o braço direito e finalmente toda a Cruz, cantando a cada vez:

“Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos!”

  • Segunda Forma: O padre dirige-se à porta da igreja, recebe a Cruz descoberta e segue em procissão pela nave central, detendo-se na porta, no meio da igreja e no presbitério para elevá-la e aclamá-la.

O Ato de Adoração e os Impropérios

A adoração pessoal é um traço crucial. O padre é o primeiro a adorar, podendo tirar a casula e os sapatos conforme a conveniência pastoral. Em seguida aproximam-se o clero e os fiéis para fazer uma genuflexão ou beijar a Cruz. Se a multidão for numerosa demais, o padre pode elevar a Cruz depois que um grupo representativo a tiver adorado, convidando toda a assembleia a uma adoração em silêncio.

Durante este rito cantam-se os “Impropérios” (Censuras), hinos em que Cristo, em primeira pessoa, dialoga com seu povo recordando-lhe os benefícios da história da salvação diante da ingratidão da crucifixão: “Povo meu, que te fiz eu? Em que te contristei? Responde-me!”. Também se canta o hino “Adoramos, Senhor, a vossa Cruz”, que sublinha que pelo madeiro veio a alegria ao mundo inteiro.

Povo meu, que te fiz eu?
Em que te contristei? 
Responde-me. 

  
Eu te fiz sair do Egito:
tu preparaste uma Cruz para o teu Salvador. 

  
    
Deus Santo, 
Deus Santo, 
Santo e forte, 
Santo e forte, 
Santo e imortal,
tende piedade de nós, 
Santo e imortal,
tende piedade de nós. 

  
Eu te guiei quarenta anos
pelo deserto,
te alimentei com o maná,
te introduzi em uma terra excelente;
tu preparaste uma Cruz para o teu Salvador. 

Deus Santo.... 

  
Por ti eu feri o Egito
e os seus primogênitos;
tu me flagelaste e me entregaste.


Povo meu! 

  
Eu te fiz sair do Egito,
afogando o Faraó no mar Vermelho;
tu me entregaste
aos sumos sacerdotes.


Povo meu!


Eu abri o mar diante de ti;
tu, com a lança, abriste o meu lado.


Povo meu!


Eu te guiava
com uma coluna de nuvem;
tu me conduziste ao pretório de Pilatos.


Povo meu!

Ritos da Comunhão e o Mistério dos Pré-santificados

A terceira parte da celebração consiste no rito da comunhão. Coloca-se uma toalha sobre o altar, junto com um corporal e o Missal. O diácono ou o padre traz o Santíssimo Sacramento do lugar da reposição (o Monumento). A assembleia reza o Pai-Nosso e, depois da comunhão do padre, distribui-se a Eucaristia aos fiéis.

É importante destacar que não se dá o sinal da paz nem se realiza o rito da fração do pão, pois a Hóstia já foi consagrada na Quinta-feira Santa.

Terminada a distribuição, a âmbula é levada para um lugar preparado fora da igreja. O altar é novamente desnudado, deixando-se apenas a Cruz e quatro castiçais para a oração silenciosa dos fiéis. O padre reza:

Oremos.
Ó Deus eterno e todo-poderoso,
que nos renovastes
pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo,
conservai em nós
a obra de vossa misericórdia,
para que, pela participação neste mistério,
vos consagremos sempre
a nossa vida.
Por Cristo, nosso Senhor.

R/. Amém.

A celebração termina com uma oração sobre o povo, pedindo que a bênção de Deus desça sobre aqueles que celebraram a morte de seu Filho na esperança da ressurreição.

Que a vossa bênção, Senhor,
desça copiosa sobre o vosso povo,
que acaba de celebrar a morte do vosso Filho,
na esperança da sua ressurreição.
Venha o vosso perdão,
seja dado o vosso consolo,
cresça a fé verdadeira
e a redenção eterna se confirme.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/. Amém.

E todos se retiram em silêncio. O altar é desnudado no momento oportuno.

Reflexão para a Sexta-feira Santa: catequese de São João Crisóstomo

Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento.

Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue (cf. Ex 12,6-7). Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor.

Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.

Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia.

O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.

De seu lado saiu sangue e água (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e da eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa.

Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão osso dos meus ossos e carne da minha carne (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte.

Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu novo nascimento.

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Quer viver o Tríduo Pascal com devoção? Dê uma olhada nestes artigos que poderão ajudar você:

O que se celebra na Sexta-feira Santa?

Na Sexta-feira Santa a Igreja comemora a Paixão e Morte de Jesus Cristo na cruz. Não se trata apenas de recordar um fato histórico, mas de atualizar o mistério central da fé: o sacrifício redentor pelo qual Cristo entrega sua vida para a salvação da humanidade. Os cristãos se detêm para contemplar o amor infinito do Senhor, que se sacrificou para nos alcançar a vida eterna. 

O que aconteceu com Jesus na Sexta-feira Santa?

Na Sexta-feira Santa, Jesus é condenado à morte, carrega a cruz, é crucificado no Calvário e finalmente morre. Durante sua Paixão, sofre a traição, o abandono, a injustiça do julgamento, a flagelação e a humilhação. No entanto, todo esse sofrimento é assumido livremente como um ato de obediência e amor, por meio do qual ele redime o mundo.

O que se reza na Sexta-feira Santa às 3 da tarde?

Às 3 da tarde, hora tradicional da morte de Jesus, costuma-se rezar a Via-Sacra ou o Terço da Divina Misericórdia. Também se celebra a Celebração da Paixão do Senhor. É um momento especialmente significativo para deter-se em silêncio, meditar a Paixão do Senhor e unir-se espiritualmente à sua entrega na cruz.

O que não se pode fazer na Sexta-feira Santa?

A Sexta-feira Santa é um dia de jejum e abstinência, por isso a Igreja convida a evitar o consumo de carne e a praticar a sobriedade nas refeições. Além disso, recomenda-se evitar atividades festivas ou ruidosas, pois é um dia de recolhimento, penitência e oração. Mais do que uma lista de proibições, trata-se de viver o dia em coerência com o mistério que se celebra.

O que fazer na Sexta-feira Santa em casa?

Em casa, os fiéis podem viver a Sexta-feira Santa por meio da oração e da contemplação. Algumas práticas habituais são:

  • Rezar a Via-Sacra, a Via Matris ou a Visita às 7 Igrejas,

  • Ler e meditar a Paixão do Senhor,

  • Guardar momentos de silêncio,

  • Participar da Celebração da Paixão do Senhor,

  • Manter um clima de sobriedade e recolhimento.

É um dia para acompanhar espiritualmente Cristo em seu sofrimento.

O que se deve rezar na Sexta-feira Santa?

Não há uma única oração obrigatória, mas a Igreja propõe especialmente:

  • A Via-Sacra

  • A Celebração da Paixão do Senhor

  • O Terço da Divina Misericórdia

  • A meditação das Sete Palavras de Jesus na cruz

Todas essas formas de oração ajudam a entrar mais profundamente no mistério da cruz.

Quais são as 7 palavras da Sexta-feira Santa?

As Sete Palavras são as últimas frases que Jesus pronunciou na cruz, recolhidas nos Evangelhos:

  1. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
  2. “Hoje estarás comigo no Paraíso.”
  3. “Mulher, eis aí teu filho… Filho, eis aí tua mãe.”
  4. “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
  5. “Tenho sede.”
  6. “Tudo está consumado.”
  7. “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.”

Essas palavras condensam o sentido profundo da Paixão: o perdão, a entrega, o abandono confiante e o cumprimento da obra redentora.

Onde posso encontrar Missas de Sexta-feira Santa perto de mim?

O app Horários de Missa permite localizar igrejas católicas próximas e consultar horários de Missa, confissão e adoração em tempo real. 

Quando é a Sexta-feira Santa em 2026?

Em 2026, a Sexta-feira Santa será celebrada em 3 de abril. Este dia faz parte da Semana Santa, que culmina com o Domingo de Páscoa, quando a Igreja celebra a ressurreição de Jesus Cristo.