No vasto mapa do cristianismo, as Igrejas Católicas Orientais e as Igrejas Ortodoxas compartilham raízes históricas e uma rica herança espiritual. No entanto, percorreram caminhos opostos.
As Igrejas Católicas Orientais são as comunidades cristãs de tradição oriental que mantêm plena comunhão com o Bispo de Roma, o Papa. Por isso, reconhecem o seu primado universal.
Por outro lado, os ortodoxos, também conhecidos como Igrejas Ortodoxas Orientais ou Bizantinas, formam uma comunhão de igrejas autocéfalas (autogovernadas) que não reconhecem o primado universal do Papa tal como Roma o entende. Consideram-se a continuação da Igreja cristã primitiva no Oriente.
Embora à primeira vista possam parecer muito semelhantes — e de fato compartilhem boa parte de sua história —, católicos e ortodoxos não praticam nem vivem a mesma fé.
Neste artigo, vamos contar a você quais são as semelhanças e as diferenças entre católicos orientais e cristãos ortodoxos.
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Raízes comuns entre católicos e ortodoxos
Católicos e ortodoxos compartilham uma origem comum que remonta aos Doze Apóstolos. Eles levaram o Evangelho do Mediterrâneo Oriental a todo o mundo conhecido. Muitos patriarcados, tanto católicos quanto ortodoxos, reivindicam uma fundação apostólica direta.
Os concílios ecumênicos
No plano doutrinal, ambas as tradições aceitam os fundamentos teológicos e canônicos definidos pelos sete primeiros Concílios Ecumênicos, celebrados quando a Igreja ainda permanecia unida.
Esses concílios ecumênicos reuniram bispos de todo o mundo conhecido para definir a fé e resolver disputas doutrinais. Os mais importantes para entender a história comum de católicos e ortodoxos são:
- I Concílio de Niceia (325):
Foi convocado pelo imperador Constantino. Definiu que Jesus Cristo é consubstancial ao Pai (contra o arianismo). Aprovou o Credo niceno. Reconheceu um primado de honra ao Bispo de Roma e aos patriarcados históricos (Roma, Alexandria, Antioquia, Jerusalém).
- I Concílio de Constantinopla (381)
Ampliou o Credo ao definir a divindade do Espírito Santo. Confirmou a ordem de primazia: Roma em primeiro lugar e Constantinopla em segundo, “por ser a nova Roma”.
- Concílio de Éfeso (431)
Proclamou a Virgem Maria como Theotokos (“Mãe de Deus”), contra a heresia nestoriana. Reafirmou a unidade de Cristo como uma só pessoa divina com duas naturezas, humana e divina.
- Concílio de Calcedônia (451)
Definiu a doutrina das duas naturezas de Cristo (divina e humana) “sem confusão nem divisão”.
Gerou ruptura com algumas Igrejas orientais (copta, armênia, siríaca), que não aceitaram essa definição e deram origem às chamadas Igrejas Ortodoxas Orientais não calcedonianas.
- II e III Concílio de Constantinopla (553 e 680-681)
Aprofundaram a correta compreensão das duas naturezas e das duas vontades de Cristo.
- II Concílio de Niceia (787)
Restabeleceu a veneração das imagens (ícones) contra o iconoclasmo. É o último concílio aceito em comum por católicos e ortodoxos bizantinos.
Semelhanças doutrinais entre católicos e ortodoxos
Como católicos e ortodoxos aceitam os sete primeiros Concílios Ecumênicos, compartilham a mesma doutrina sobre a natureza de Cristo e a Santíssima Trindade.
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Santíssima Trindade
Ambas as tradições professam uma fé firme em um só Deus em três Pessoas distintas, mas de igual natureza: Pai, Filho e Espírito Santo. Essa crença é o núcleo de sua fé e espiritualidade.
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Jesus Cristo
Também creem que Jesus Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Ele, sendo o Filho de Deus, fez-se Homem para a salvação da humanidade.
Da mesma forma, a ressurreição de Cristo ao terceiro dia é o fundamento da esperança e da salvação dos fiéis.
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Sacramentos
Católicos e ortodoxos compartilham os sete sacramentos: Batismo, Crismação ou Confirmação, Eucaristia, Confissão, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio. No Oriente são chamados de “mistérios”, porque essa denominação enfatiza sua natureza divina e transformadora.
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Escritura e Tradição
Além disso, ambas as Igrejas reconhecem a Sagrada Escritura como o testemunho escrito da revelação de Deus.
Também defendem a existência da Tradição que complementa a revelação. Ela abrange os ensinamentos dos Padres da Igreja, as decisões dos concílios ecumênicos, as práticas litúrgicas e a vida dos santos.
O Espírito Santo age tanto por meio da Escritura quanto da Tradição.
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Devoção à Santíssima Virgem e aos santos
Por fim, compartilham uma devoção profunda aos santos, em especial à Virgem Maria. Ela é venerada como Theotokos ou Mãe de Deus, e creem em sua intercessão.
Os ícones, ou imagens sagradas, têm um papel central na vida espiritual. São verdadeiras “janelas para o divino”.
O Cisma de 1054
A ruptura entre católicos e ortodoxos não foi um acidente repentino, mas o resultado de séculos de tensões.
Tudo começou no ano 395, quando o imperador Teodósio I dividiu o Império Romano em duas metades: a ocidental, de língua latina e com centro em Roma, e a oriental, de língua grega e com capital em Constantinopla, a “Nova Roma”.
Os dois mundos desenvolveram culturas e prioridades distintas. O Ocidente, em contato com novos povos, adaptava-se a um ambiente em mudança. O Oriente, mais estável e rico, cultivava um estilo luxuoso e tradicional. A Igreja não escapou a essas diferenças.
Em Constantinopla, o imperador bizantino exercia uma importante influência sobre a vida eclesial — uma prática conhecida como cesaropapismo —, algo que Roma não aceitava.
O Grande Cisma de 1054 foi o desfecho desse longo distanciamento. Os legados papais e o Patriarca de Constantinopla excomungaram-se mutuamente e assim se rompeu a unidade da Igreja.
Entre as principais causas dessa ruptura estão diferenças doutrinais sobre o Espírito Santo, o primado da autoridade papal, a controvérsia sobre as imagens, o uso de pães diferentes para a consagração e o celibato sacerdotal.
Diferenças doutrinais entre católicos e ortodoxos
As principais diferenças entre católicos e ortodoxos não estão nas crenças fundamentais sobre Deus ou Jesus Cristo. Elas surgem, antes, de definições doutrinais e morais posteriores aos sete primeiros concílios, bem como de questões relacionadas ao governo da Igreja e a certas práticas litúrgicas, que desencadearam o cisma.
Temas como o Filioque ou a autoridade do Papa, que veremos a seguir, refletem maneiras diferentes de entender a relação dentro da Trindade ou o governo eclesiástico, e não afetam as crenças essenciais sobre a Santíssima Trindade ou a pessoa de Jesus Cristo.
O Primado Papal
A Igreja Católica sustenta que o Papa, como Bispo de Roma e sucessor de São Pedro, possui um primado universal de jurisdição sobre toda a Igreja.
Já as Igrejas Ortodoxas não reconhecem a jurisdição universal do Papa. Veem o Bispo de Roma como detentor de um “primado de honra” (primus inter pares – “primeiro entre iguais”) entre os patriarcas. Mas não o aceitam como uma autoridade suprema e universal sobre os outros patriarcados.
Para os ortodoxos, a autoridade se distribui entre as diversas igrejas autocéfalas e seus patriarcas. As decisões são tomadas colegialmente por meio de concílios.
A Cláusula Filioque
Nós, católicos, cremos que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. O rito latino da Igreja Católica inclui o “Filioque” (que significa “e do Filho”) no Credo Niceno-Constantinopolitano.
Os ortodoxos rejeitam o acréscimo do “Filioque” ao Credo. Mantêm a redação original, segundo a qual o Espírito Santo procede somente do Pai. A Igreja Católica esclarece que isso significa de “um só princípio”.
Argumentam que o Pai é a única fonte de divindade dentro da Trindade. Portanto, o acréscimo implicaria duas origens para o Espírito Santo (uma é o Pai e a outra é o Filho). Para a Igreja Ortodoxa, é um erro teológico e uma alteração não autorizada de um credo ecumênico.
O Purgatório
A Igreja Católica ensina a existência do Purgatório como um estado temporário de purificação depois da morte para as almas que morrem na graça de Deus, mas ainda não estão perfeitamente purificadas. Por isso, não podem estar na presença de Deus no Céu.
Essas almas sofrem para expiar a pena temporal devida pelos pecados perdoados e para se purificar dos pecados veniais.
Os ortodoxos não têm uma doutrina formal do Purgatório como um “lugar” distinto de fogo purificador.
Rejeitam o conceito de um fogo purificador e as indulgências tal como são entendidas no Ocidente.
Pecado Original vs. Pecado Ancestral
A Igreja Católica ensina que o pecado original é a privação da santidade e da justiça originais, herdada por toda a humanidade como consequência da desobediência de Adão e Eva.
As Igrejas Ortodoxas preferem o termo “pecado ancestral”. Creem que a humanidade herda as consequências do pecado de Adão e Eva, principalmente a morte, a corrupção e uma condição ou enfermidade decaída da natureza humana, mas não a sua culpa pessoal.
A Imaculada Conceição
A Imaculada Conceição é um dogma da Igreja Católica, proclamado em 1854, que estabelece que a Virgem Maria foi preservada de toda mancha do pecado original desde o momento de sua concepção, por uma graça singular de Deus, em vista dos méritos de Cristo.
Os ortodoxos veneram a Santíssima Virgem como a Theotokos (Mãe de Deus) e creem em sua pureza e santidade excepcionais.
Variações litúrgicas e sacramentais
Eucaristia
Para a consagração, a Igreja Católica utiliza pão ázimo, ou seja, sem fermento. Já os ortodoxos preferem o pão fermentado.
Nós, católicos, cremos na transubstanciação, ou seja, o milagre pelo qual o pão se converte no Corpo e o vinho no Sangue do Senhor. Há uma mudança na substância, mas conservam-se os acidentes, isto é, a aparência exterior. A Igreja Ortodoxa aceita a presença real de Cristo na Eucaristia, mas não usa o termo “transubstanciação” para explicar essa mudança. Considera que a forma como o pão e o vinho se convertem no corpo e no sangue de Cristo é um mistério que não pode ser explicado completamente.
A Igreja Católica administra a Primeira Comunhão quando as crianças atingem a idade da razão. Já os ortodoxos dão a Sagrada Comunhão às crianças pequenas imediatamente depois do Batismo e da Crismação.
Por fim, na consagração, os ortodoxos e os católicos orientais põem o foco na epiclese, ou seja, na invocação do Espírito Santo para pedir-lhe a transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Os católicos, por sua vez, dão ênfase às palavras da consagração.
Batismo e Crismação/Confirmação
O Batismo católico é realizado por aspersão ou derramando água sobre a cabeça. A Confirmação costuma ser administrada por um bispo a crianças com uso da razão ou a adolescentes.
Os ortodoxos batizam por meio de uma tríplice imersão de todo o corpo.
Celibato sacerdotal
A Igreja Católica Latina exige o celibato de todos os aspirantes ao sacerdócio. Já os católicos orientais e os ortodoxos permitem que homens casados sejam ordenados padres e diáconos. Mas eles devem ter se casado antes da ordenação. Os bispos, porém, devem ser celibatários e costumam ser escolhidos entre os monges.
Veneração de ícones e estátuas
A Igreja Católica utiliza tanto imagens bidimensionais (ícones, pinturas) quanto estátuas tridimensionais para inspirar a piedade e venerar os santos. Os ortodoxos e os católicos orientais preferem os ícones às imagens.
Calendário litúrgico
Nós, católicos, seguimos o calendário gregoriano, adotado em 1582. Já a maioria das Igrejas Ortodoxas continua seguindo o calendário juliano, que atualmente tem uma defasagem de 13 dias em relação ao calendário gregoriano.
Isso resulta em datas diferentes para as festas fixas, como o Natal (7 de janeiro no calendário juliano), e para a Páscoa (que é calculada de maneira diferente, o que muitas vezes leva a datas distintas).
Para além dessas diferenças técnicas, a tradição oriental guarda uma beleza litúrgica única, que é patrimônio de toda a cristandade e que ortodoxos e católicos orientais compartilham. Para se aprofundar em como eles celebram a fé e no significado de seus símbolos, recomendamos que você leia nosso artigo sobre 7 Chaves para Entender o Rito Bizantino.
Forma de governo
A forma de governo da Igreja Católica prioriza uma unidade centralizada e hierárquica sob o primado universal do Papa.
Já o modelo ortodoxo enfatiza uma unidade conciliar e descentralizada, baseada na fé e nos sacramentos compartilhados entre igrejas independentes. A maioria dessas igrejas também tem um fundamento étnico. Assim, podemos encontrar ortodoxos gregos, russos, sérvios, entre outros.
A Igreja Ortodoxa é uma comunhão de igrejas distintas, independentes e autocéfalas (autogovernadas).
O Patriarca de Constantinopla (Patriarca Ecumênico) é reconhecido como o “primeiro entre iguais” (primus inter pares) entre os primazes ortodoxos, detendo um primado de honra. Mas não tem autoridade direta sobre as outras igrejas autocéfalas.
Algumas igrejas são “autônomas”, o que significa que têm certo grau de autogoverno. No entanto, a confirmação ou a consagração de seu primaz depende de uma igreja-mãe autocéfala.
Apesar de sua independência administrativa, essas igrejas mantêm a unidade doutrinal e sacramental. Cada Igreja Ortodoxa reconhece a validade das demais.
Diálogo ecumênico entre católicos e ortodoxos
O caminho do diálogo entre católicos e ortodoxos foi marcado por tentativas de união e por resistências profundas. O Concílio de Florença (1438-1445) chegou a acordos sobre temas como o Filioque e o primado papal, mas foi rejeitado em Constantinopla, em grande parte pela oposição de Marcos de Éfeso e pela dificuldade de conciliar as visões ocidental e oriental.
Experiências posteriores, como a União de Brest (1596), que deu origem a Igrejas católicas orientais como a greco-católica ucraniana, mostraram que a reconciliação exige mais do que consenso teológico. Também requer curar feridas históricas e reconhecer sensibilidades culturais.
Em tempos recentes, o Concílio Vaticano II (1962-1965) abriu uma nova etapa, interpretando a Igreja como um “mistério de comunhão” e lançando as bases para um diálogo mais fraterno. Um avanço notável foi o Documento de Ravena (2007), no qual católicos e ortodoxos reconheceram o “primeiro lugar” de Roma no primeiro milênio e o Bispo de Roma como protos entre os patriarcas, embora sem acordo sobre a extensão de sua autoridade.
Gestos históricos como o encontro entre o Papa Paulo VI e o patriarca ecumênico Atenágoras I em 1964 — que culminou no levantamento mútuo das excomunhões de 1054 — inauguraram uma etapa de maior aproximação e entendimento fraterno.
Hoje, ambas as Igrejas reconhecem a validade dos sacramentos uma da outra, o que reflete uma unidade espiritual real, embora não plena.
Unidade dos cristãos
Embora o Grande Cisma de 1054 tenha fraturado a comunhão entre o cristianismo do Oriente e do Ocidente, um eco da oração de Jesus ressoa com força nos diálogos ecumênicos do nosso tempo. No Evangelho de São João, Jesus orou ao Pai dizendo:
Que todos sejam um, como tu e eu somos um (17,21).
Essa súplica não é apenas uma lembrança da unidade que existiu na Igreja primitiva, mas também um chamado urgente à unidade futura.
A Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas, como vimos, não são idênticas, mas também não são estranhas uma à outra. Compartilham um tesouro espiritual e doutrinal incalculável: uma fé comum, a validade dos sacramentos e a sucessão apostólica.
As diferenças quanto ao primado papal, à cláusula Filioque ou às práticas litúrgicas, embora significativas, são pontos de um diálogo fraterno, não muros intransponíveis.
Os avanços no entendimento mútuo demonstram que a divisão pode ser superada. A meta da unidade não é a uniformidade, mas uma comunhão plena em que cada tradição possa florescer com sua riqueza particular.
A oração de Jesus pela unidade nos convida a olhar para além das diferenças históricas e culturais para redescobrir o que nos une: um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
Nesse caminho, cada passo rumo ao entendimento e ao perdão nos aproxima desse anseio de Cristo, oferecendo ao mundo um testemunho mais poderoso do seu amor. A unidade dos cristãos não é apenas uma aspiração, mas o cumprimento de um mandato divino, um sinal vivo de que Deus está presente no meio de nós.
O que são os ortodoxos?
Os ortodoxos são os membros das Igrejas Ortodoxas Orientais, uma comunhão de igrejas autocéfalas (autogovernadas) que se consideram a continuação da Igreja cristã primitiva. Sua fé se baseia nos ensinamentos dos sete primeiros concílios ecumênicos. Não reconhecem a autoridade do Papa da Igreja Católica.
Quem fundou a Igreja Ortodoxa?
A Igreja Ortodoxa não foi fundada por uma única pessoa em um momento específico; ela se considera a continuação da Igreja primitiva estabelecida pelos apóstolos no Oriente.
Por que os ortodoxos se separaram da Igreja Católica?
A separação entre ortodoxos e católicos se deve principalmente a diferenças quanto à autoridade do Papa, ao acréscimo da cláusula Filioque ao Credo e a algumas práticas litúrgicas.
Como os ortodoxos escolhem seus patriarcas?
A eleição dos patriarcas na Igreja Ortodoxa é feita por meio de um sínodo ou concílio de bispos da respectiva igreja. Cada igreja ortodoxa, por ser autocéfala (autogovernada), tem seu próprio processo para escolher seu líder, conhecido como patriarca, metropolita ou arcebispo. Muitas vezes, o processo envolve a votação dos bispos, às vezes com a participação de leigos e clérigos, para eleger um candidato que depois é entronizado.
Quando os ortodoxos celebram o Natal e a Páscoa?
Os ortodoxos usam o antigo calendário juliano, por isso celebram o Natal em 7 de janeiro. A Páscoa é celebrada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia que ocorre após o equinócio de primavera. A celebração deve ser posterior à Páscoa judaica (Pessach).
Um católico pode assistir a uma Missa ortodoxa?
Sim, um católico pode assistir a uma liturgia ortodoxa. A Igreja Católica reconhece a validade dos sacramentos celebrados nas Igrejas Ortodoxas, o que significa que o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia ortodoxos são considerados válidos. No entanto, os católicos não devem receber a Sagrada Comunhão em uma igreja ortodoxa, já que não existe comunhão plena entre as duas Igrejas. Os ortodoxos, por sua vez, também não permitem que os católicos comunguem em suas celebrações litúrgicas.
